DIA MUNDIAL DA BIBLIOTECA ESCOLAR

PROJETO DE ANIMAÇÃO COMUM – ÁLVARO MAGALHÃES

BIBLIOTECA ESCOLAR: UMA PORTA PARA A VIDA

Um livro é sempre uma viagem a um mundo por desvendar. Este ano, convidamos-vos a viajar pela já vasta obra de Álvaro Magalhães.      







“Hans escondeu-se no roseiral e, quando a rapariga vestida de azul e branco passou perto dele, sentiu a alma do alfaiate a agitar-se no saco e soube que ela era a filha do alfaiate. Deu um salto que o pôs diante dela e mostrou-lhe…”

 Álvaro Magalhães, O rapaz do espelho, pág. 51
 
 



    “Como já estavam a ficar cansados destas viagens aéreas, resolveram descer logo adiante. (…) Desceram então na berma duma estrada onde circulavam muito calmamente aviões de todos os tamanhos.
    - Que terra esquisita – disse Moleza – aviões nas estradas e automóveis que voam…”
Álvaro Magalhães, O menino chamado Menino, pág. 55


 






“Era uma vez um rapaz assim como tu, mais ou menos da tua idade. Vivia num país pequeno e triste onde faltava a maior riqueza que se pode ter: a liberdade. Era um país lindo, mas triste. Muito triste que raramente sorria.

Ora bem…Esse rapaz tinha um desejo…”

Álvaro Magalhães, O rapaz da bicicleta azul, pág. 12



 

    “ – Desculpe incomodar – disse ele – mas ouvi dizer que anda a escrever uma história sobre bichos…
       - Pois sim, mas são só histórias de bichos pequenos.
       - Eu sei, mas olhe que eu ando a fazer dieta. Já emagreci 2kg. Espere mais uns dias e vai ver se me conhece.
       Eu esperei…”

Álvaro Magalhães, Histórias pequenas de bichos pequenos, pág. 30

 
        “ Depois o cego voltou-se para o João e disse:
    - Às vezes, quando andas ali a brincar estás tão cheio de alegria que até parece que vais explodir. Dá-lhe um bocadinho dessa alegria. É a melhor coisa que tens para oferecer.
       Por fim tacteou até encontrar os cabelos macios de Teresa.
    - Agora tu, minha querida. Diz-me lá! Não achas que certo rapaz é maravilhosamente diferente de todos os outros? Quando ele passa o vento não canta para ti a mais belas das canções?
      A rapariga estava tão vermelha como…”
Álvaro Magalhães, Os três presentes, pág. 14