No dia 25 de Outubro - Dia da Biblioteca Escolar -, pelas 18.30, João Hoffman regressa, pela terceira vez, à Escola que foi a sua durante cinco anos, para apresentar mais um livro da sua colecção A Lenda da Cidadela e autografa exemplares da sua obra.
João Hoffman e Margarida Araújo (co-autora dos dois primeiros volumes da colecção) vencem o prémio Matilde Rosa Araújo de Revelação na Literatura Infantil e Juvenil, com o primeiro volume da série “A Lenda da Cidadela”.
O Prémio Literário Matilde Rosa Araújo, instituído em 2000 como “homenagem à escritora que, ao longo das últimas décadas, tem constituído um forte incentivo para que mais escritores se dediquem a escrever para os mais jovens”, distingue a primeira obra de um autor nacional no campo da literatura infanto-juvenil.
Atribuído por um júri de três elementos, constituído por representantes da Associação Portuguesa de Escritores (APE), Associação Portuguesa de Críticos Literários (AICL) e Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil (IBBY), o prémio coroou, nesta sua 4ª edição, dois jovens autores publicados pela Quidnovi.

Estórias em Manoel de Oliveira 2008 – Apresentação e sessão de autógrafos do livro O Mistério dos Mantos Negros.
E agora citando o próprio
“Quatro mãos, um livro.
Como certamente imaginam, é bastante fácil para mim apoiar e até mesmo defender a “escrita a quatro mãos”. Passo a explicar o meu ponto de vista.
Vamos escrever um livro. Temos uma estória na cabeça, temos a estrutura da mesma já acertada, personagens cuidadosamente criadas e com personalidades próprias. Estamos prontos a pôr as mãos à obra.
Pois bem, até aqui estamos de acordo, certo?
Agora vamos imaginar o mesmo caso mas, em vez de pormos logo as mãos à obra, tentamos incluir uma segunda pessoa no projecto. Uma pessoa que poderá:
Dar uma visão diferente, tornando a estória mais rica. Uma estória em constante movimento, livre de estruturas rígidas e que não se torne apenas mais uma.
Uma segunda pessoa é também um cérebro extra, ideal para apanhar aqueles pormenores irritantes que por vezes nos escapam.
Não menos importante é o facto de uma segunda pessoa tornar o trabalho mais rápido (todo ele, não apenas o processo criativo. Quatro mãos são sempre mais rápidas do que apenas duas…).
Enfim, é bastante simples o método. O mais importante é ter sempre em conta a estrutura da estória à medida que o texto passa de mãos para mãos. De resto, só têm de relaxar e deixar as palavras saltarem para o papel.
Atenção, nunca forcem a escrita! Ou melhor, quase nunca, isto não serve de desculpa para as redacções da disciplina de português. Quero apenas dizer que, quando realmente se sentirem dispostos a escrever um conto, deixem ser o conto a decidir quando quer ser escrito, isto é, nunca se obriguem a escrever, simplesmente não funciona assim.”
Estórias em Manoel de Oliveira 2007 – Apresentação e sessão de autógrafos do livro A Ilha dos Guardadores de Aranhas