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Biblioteca Pública Municipal do Porto
O ENCONTRO
No final da sessão, Paula Sá despertou o apetite dos presentes para a leitura de Riacho de Prata, o seu novo livro cuja história foi escrita quando tinha vinte anos « … andava na faculdade, o meu avô tinha morrido nessa altura, era uma pessoa de que eu gostava muito e escrevi o livro a pensar um bocadinho nele.
Nós, às vezes, não damos muita importância aos nossos avós, só damos importância quando já não os temos, mas o meu avô, como os meus pais se separaram, o meu avô foi muito importante para mim, era sempre ele que me ia buscar à escola, era sempre ele que me ia levar ao autocarro, depois ficava a dizer-me adeus, era muito chato, dizia que eu tinha de comer com as costas direitas, não podia abrir a boca a mastigar, não podia pôr os cotovelos em cima da mesa e eram esses pequenos conselhos que ele me dava e que os avós gostam de dar, depois quando ele desapareceu, eu fiquei muito triste e escrevi esta história e dediquei-lha.
E, continua, apontando para uma das ilustrações do livro «Esta é quando o cavalo chega à lua, ele pediu as asas a uma gaivota e foi visitar a lua porque ele pensava que tinha nascido lá. Isto tem a ver com o facto de nós andarmos sempre um bocadinho na lua. As pessoas até dizem “Não estás cá, estás na lua!” E a história tem a ver com isso.»
Estas ilustrações poderão ser vistas e apreciadas na Galeria Trindade, na Rua Miguel Bombarda, onde estão expostas.
De passagem, aproveitem e visitem as outras galerias que, entretanto, vieram a ser inauguradas nessa rua.

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